Patrícia,
Eu queria deixar bem claro que a minha análise sobre a demonstração do software Toon Boom Harmony foi feita com minha mente aberta a novas soluções e métodos de trabalho diferentes aos quais eu estou acostumado a utilizar em nossas passadas produções de animação, ao que diz respeito à composição, finalização e efeitos.
Ontem nos foi mostrado o funcionamento básico do software, sem muitas explicações aprofundadas. Quando perguntei sobre a composição no software, fui apresentado a um "tutorial" que já havia visto no site da Toom Boom. Sem problemas até aí, mas para a minha surpresa, a composição no Harmony me pareceu muito simplória, parecia que estava usando um software dos anos 90.
Não apresentou nada de novo em relação ao método de trabalho que estamos acostumados a fazer. Seria reinventar a roda.
Digo isso tendo em mente nosso método de trabalho e o de Cuba.
Agora, pensando na mudança de nosso método de trabalho e na disseminação do conhecimento, a ferramenta pode ser muito útil sim.
O que quero dizer com isso?
Se for uma estratégia política com finalidade de se dizer que temos um filme artístico feito com um software utilizado basicamente para produção de séries animadas que acabam tendo seu visual "formatado" de acordo com as limitações do programa e estamos pensando em formar profissionais especializados, sim, utilizemos o Harmony para compor nosso filme. Mas acho também que temos carência de profissionais especializados em filmes de animação que utilizam o after, 3D max e outros...
Mas tudo bem, utilizemos o Harmony, com algumas ressalvas: para que o workflow do harmony funcione a todo vapor, acho que além da composição, a animação e a pintura de cenários devem ser feitas TOTALMENTE dentro do harmoy, sem utilizarmos photoshop, lápis e papel. Porque aí sim, a gente estará fazendo algo inovador... um cenário do Madeira pintado simulando aquarela no harmony seria uma maravilha!!! ninguém fez isso... o mesmo pensamento serve para a animação e para a composição.
O Harmony também permite que façamos nosso filme em estereo 3D, perguntei sobre o assunto, mas o Jr. se enrolou e não soube explicar direito como se fazia realmente essa composição, acabando por encerrar a palestra por aí, fiquei a ver navios... mas não tem problema, darei meu jeito de aprender.
Só peço que eu tenha o mais rapidamente possível uma cópia desse software, para que eu possa estudar e ensinar ao luis e ao pessoal de Cuba... descobrir bugs e aprender a contornar os prováveis "PAUS" que todo software apresenta.
Me preocupo ainda com a realização do nosso filme, que é a concretização de todo esse trabalho. Estamos praticamente em Junho e nem nós, nem a equipe de Cuba dominamos o software que pretendemos utilizar para fazer o filme, e mais, a comunicação com Cuba é muito precária! Acho que no primeiro momento, não temos que pensar em aprender novas tecnologias para realizar o filme, e sim aprender a se comunicar com Cuba, que é uma verdadeira Ilha esquecida pela comunicação devido ao passado e presente político do país, talvez esse seja nosso foco inicial.
Resumindo:
Harmony na veia!
Beijos...
Dinho
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